Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho
E isto continua a não ser um blogue de imagens, simplesmente o sono toldou-me o juízo e trouxe ao de cima a parte de mim que só usa 1% das capacidades cognitivas.
Esta é a reprodução de um senhor que vi na rua hoje de manhã.
Não o reproduzi para gozar, enxovalhar, achincalhar, nada do género.
Simplesmente achei o senhor tão mas tão caricato que não resisti.
E porque é que não resisti? Porque:
a) A expressão no rosto intrigou-me. A força da gravidade é má connosco, já se sabe, mas no caso deste senhor foi de uma crueldade extrema. A idade marcou-lhe o rosto com aquele ar de "não me olhes que te dou um excerto de porrada" que não sai nem por nada. A dada altura o senhor sorriu. E o sorriso dele fez-me lembrar um smile que se usa, muitas vezes nem sei com que significado. Finalmente compreendi que é o sorriso daquele senhor :|
b) A camisa chama logo à atenção. Homem valente aquele, usa a camisinha aberta até quase ao fim do peito como se fosse um moço - com muito azeite - nos seus vinte e poucos anos. Assim é que deviam ser todos. "Quero lá saber se a idade me chama, eu visto-me como quiser!"
c) E como o senhor se veste como quer, toca a prender as calças no fundo do peito, com um cintozito catita. Que isto das modas das jovens também pode ser aplicado a ele. Ora essa, se elas podem meter o cinto ali, porque é que ele não havia de poder? Faz-se o dois-em-um. O cinto prende a calça e ainda deixa o senhor na moda.
d) E é claro. Infelizmente a idade não escapa. E como a qualquer idoso, a tentação de usar umas sandálias com buracos e a meia cinzentinha por baixo foi demais para que o senhor conseguisse resistir. É assim a vida, é assim. Também de que vale ter vivido se não cedermos a nenhuma das nossas tentações?
E a verdade é esta minha gente.
Este senhor, nos seus muitos anos, conseguiu prender-me a atenção como muito poucos da minha idade o conseguem.
A diferença é que cativa, meus amores.
Nunca me viram abrir excepção às minhas crenças por alguém igual a todos.
A Menina do Chuveiro está...
A Menina do Chuveiro informa...
Que aos poucos isto acorda :)
[20h35 - 04.11.2010]
Que aos poucos isto acorda :)
[20h35 - 04.11.2010]
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Eh Lagarto!
Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho
Eu hoje vi uma lagartixa no meu quarto.
Só daí adveio um misto de sentimentos que mostra logo a confusão que eu sou.
Não queria matar o bicho. Não queria o bicho no meu quarto.
Queria atira-lo pela janela fora.
Mas eu?!! Tocar naquilo?! E se me dá alergias?!!
[E fique claro que qualquer bicho com formato semelhante aquele me faz lembrar osgas e eu tenho um pavor irracional a osgas e não toco em repteis assim, ponto final. Só gosto de iguanas.]
Ainda tentei ir pegar na bicha com um papel. Mas a estúpida não queria subir.
Plano B.
Vou mete-la fora de casa.
E como é que eu a apanhei, como?
Tupperware para cima dela, toma não sais mais daí!
E lá fui a arrastar a lagartixa na caixinha em direcção à porta de casa.
Mas a meio caminho levantei um bocadinho do tupperware e ficou-se da parte de fora um bocado do rabo do bicho.
E eu em pânico a ver aquilo a mexer-se durante dois minutos com a lagartixa já a um metro do seu pedaço de cauda.
E mexia-se! E não parava! E se aquilo me ataca?!
Finalmente lá perdeu a vida o rabo da bicha e eu continuei a encaminha-la em direcção à rua. Atirei-a pelas escadas abaixo.
E adivinhem lá quem é que me veio cumprimentar mais tarde quando abri a porta do prédio, de regresso a casa?
Muito querida a lagartixa sem meio rabo. Poupo-lhe a vida, dá-me as boas vindas.
Aprendam seres humanos, aprendam!
Mal sabe a pobre coitada que só não a meti na rua porque a tempestade lá fora está feia.
Eu hoje vi uma lagartixa no meu quarto.
Só daí adveio um misto de sentimentos que mostra logo a confusão que eu sou.
Não queria matar o bicho. Não queria o bicho no meu quarto.
Queria atira-lo pela janela fora.
Mas eu?!! Tocar naquilo?! E se me dá alergias?!!
[E fique claro que qualquer bicho com formato semelhante aquele me faz lembrar osgas e eu tenho um pavor irracional a osgas e não toco em repteis assim, ponto final. Só gosto de iguanas.]
Ainda tentei ir pegar na bicha com um papel. Mas a estúpida não queria subir.
Plano B.
Vou mete-la fora de casa.
E como é que eu a apanhei, como?
Tupperware para cima dela, toma não sais mais daí!
E lá fui a arrastar a lagartixa na caixinha em direcção à porta de casa.
Mas a meio caminho levantei um bocadinho do tupperware e ficou-se da parte de fora um bocado do rabo do bicho.
E eu em pânico a ver aquilo a mexer-se durante dois minutos com a lagartixa já a um metro do seu pedaço de cauda.
E mexia-se! E não parava! E se aquilo me ataca?!
Finalmente lá perdeu a vida o rabo da bicha e eu continuei a encaminha-la em direcção à rua. Atirei-a pelas escadas abaixo.
E adivinhem lá quem é que me veio cumprimentar mais tarde quando abri a porta do prédio, de regresso a casa?
Muito querida a lagartixa sem meio rabo. Poupo-lhe a vida, dá-me as boas vindas.
Aprendam seres humanos, aprendam!
Mal sabe a pobre coitada que só não a meti na rua porque a tempestade lá fora está feia.
domingo, 29 de agosto de 2010
Da Estupidez Humana
Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho
Não gosto de gente que passa a vida a espetar a sua inteligência na cara das pessoas.
Que fazem de propósito para empregar o vocabulário mais rocambolesco que conhecem, para transformar todas as conversas num debate filosófico que se torna aborrecido para o cidadão comum que gosta é de futebol e novelas, das minis e das imperiais, das gajas boas e da Maria.
Mas se há coisa que ainda me irrita mais do que gente que não sabe partilhar o seu intelecto só com quem está interessado, é gente que se faz de inteligente quando só tem teias de aranha armadas dentro do crânio.
Gente que decora um poema para dar ares de sua graça, quando nem sequer entende o que ali está explicito. Gente que se diz admiradora deste ou daquele escritor de alto gabarito e que, quando se lhe faz uma pergunta acerca da obra desse mesmo escritor, diz que não se lembra ou que não sabe ou inventa uma desculpa esfarrapada qualquer.
Nutro mesmo um desprezo profundo pelo estilo de pessoa que se quer mostrar ao nível de um dos grandes pensadores filosóficos, de um Nobel da paz ou da literatura e que, ao fim de um dia de trabalho, chega a casa, liga a TVI e papa as novelas todas como se fosse o programa de maior qualidade ou vai para o tasco da esquina armar-se aos cucos com o homem da rua de cima.
Minha gente, eu não gosto de novelas, mas não sou uma intelectual por não gostar.
E a mim ninguém me tira o prazer de passar uma hora e meia a ver 22 gajos a correr atrás de uma bola acompanhada por uma, duas, três, quatro ou cinco cervejas.
Não achei piada nenhuma ao Saramago, mas sei que quem achou, nunca na vida compararia a qualidade de um Nobel da literatura ao guião da novela Sentimentos, à qual também não vejo charme de qualquer tipo.
Mas por favor, não me venham falar de grandes escritores e grandes obras e grandes feitos, quando a vossa leitura anual se resume à Maria e TV7Dias.
Duvido que tenham sequer contornado o problema da falta de travessão quando a Blimunda vai falar ao Sete Sois.
Eu sou uma pessoa de gostos medianos.
Não sou estúpida, mas também não me cultivo muito culturalmente.
E simplesmente odeio que me atirem areia para os olhos. Sei perfeitamente distinguir um licenciado de um aldrabão que se diz licenciado quando tem o 6º ano e um curso de filosofia vinícola tirada na tasquinha do bairro, entre as 21h30 e a hora do fecho.
Não gosto de gente que passa a vida a espetar a sua inteligência na cara das pessoas.
Que fazem de propósito para empregar o vocabulário mais rocambolesco que conhecem, para transformar todas as conversas num debate filosófico que se torna aborrecido para o cidadão comum que gosta é de futebol e novelas, das minis e das imperiais, das gajas boas e da Maria.
Mas se há coisa que ainda me irrita mais do que gente que não sabe partilhar o seu intelecto só com quem está interessado, é gente que se faz de inteligente quando só tem teias de aranha armadas dentro do crânio.
Gente que decora um poema para dar ares de sua graça, quando nem sequer entende o que ali está explicito. Gente que se diz admiradora deste ou daquele escritor de alto gabarito e que, quando se lhe faz uma pergunta acerca da obra desse mesmo escritor, diz que não se lembra ou que não sabe ou inventa uma desculpa esfarrapada qualquer.
Nutro mesmo um desprezo profundo pelo estilo de pessoa que se quer mostrar ao nível de um dos grandes pensadores filosóficos, de um Nobel da paz ou da literatura e que, ao fim de um dia de trabalho, chega a casa, liga a TVI e papa as novelas todas como se fosse o programa de maior qualidade ou vai para o tasco da esquina armar-se aos cucos com o homem da rua de cima.
Minha gente, eu não gosto de novelas, mas não sou uma intelectual por não gostar.
E a mim ninguém me tira o prazer de passar uma hora e meia a ver 22 gajos a correr atrás de uma bola acompanhada por uma, duas, três, quatro ou cinco cervejas.
Não achei piada nenhuma ao Saramago, mas sei que quem achou, nunca na vida compararia a qualidade de um Nobel da literatura ao guião da novela Sentimentos, à qual também não vejo charme de qualquer tipo.
Mas por favor, não me venham falar de grandes escritores e grandes obras e grandes feitos, quando a vossa leitura anual se resume à Maria e TV7Dias.
Duvido que tenham sequer contornado o problema da falta de travessão quando a Blimunda vai falar ao Sete Sois.
Eu sou uma pessoa de gostos medianos.
Não sou estúpida, mas também não me cultivo muito culturalmente.
E simplesmente odeio que me atirem areia para os olhos. Sei perfeitamente distinguir um licenciado de um aldrabão que se diz licenciado quando tem o 6º ano e um curso de filosofia vinícola tirada na tasquinha do bairro, entre as 21h30 e a hora do fecho.
sábado, 28 de agosto de 2010
Processos Reflectivos Acerca Da Psicologia - Parte II
Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho
Ou "As Fracas, Muito Fraquinhas Consequências Do Incidente Da Cadeira E Do Vidro Em Cacos" - para consultar informações acerca do incidente, clique aqui.
Quarta-Feira, onze e meia da manhã.
A Menina está extremamente chateada por perder uma das duas horas de almoço para ir ter de aturar uma psicologa.
Devia estar agradecida por só ter de ir à psicóloga.
A verdade é que há discriminação nas escolas e eu não fui julgada como os "meninos burros".
Não fui suspensa, como os outros todos, não tive de fazer trabalhos, nada. Tive somente de ir à psicóloga.
E muito mal agradecida pela benesse, bati à porta.
A psicóloga que me abriu a porta era uma moça nova, normalíssima. Tão, mas tão normal que a única coisa que me lembro dela é que tinha cabelo castanho e era magra.
Desejou-me os bons dias, mandou-me sentar, disse-me que naquele dia só ia falar comigo.
Eu só disse "Ok." quando na realidade estava a roer-me por dentro para não disparar um "Mas o que é que eu tenho para falar contigo? Quero ir para casa oh!".
Mas pronto, lá fiquei, sentada e resignada a responder a um monte de perguntas que não me dizia coisa nenhuma, durante uma hora, até que ela me dispensou.
Voltei a lá ir. Ia todas as Quarta-Feiras à mesma hora. Deixou de me aborrecer tanto lá ir.
Ia para lá fazer uma carrada de testes lógicos que só mais tarde me apercebi fazerem parte de um teste de Q.I.
Eu achava aquilo divertido, era um passatempo, era mais interessante que as aulas e puxava mais por mim.
Até que um dia a psicóloga me disse "Não tens de vir mais. Eu vou falar com a tua mãe e com a tua D.T. para cá virem falar comigo um dia destes."
Eu não voltei e elas foram lá.
E no dia em que a minha mãe foi lá, quando chegou a casa disse-me duas coisas:
"Mas que raios é que eu te fiz de mal, para eu ser a motivação para toda a porcaria que tu fazes de mal?"
E passado um bocado quando estava mais calma, veio ter comigo toda aflita.
"Oh filha, toma cuidado. Tens noção que os maiores criminosos são todos muito inteligentes? Vê lá o que fazes, filha."
E eu fiquei ali, impávida e serena, com cara de parva a olhar para ela.
Que mais é que ela queria que eu lhe dissesse?
Ou "As Fracas, Muito Fraquinhas Consequências Do Incidente Da Cadeira E Do Vidro Em Cacos" - para consultar informações acerca do incidente, clique aqui.
Quarta-Feira, onze e meia da manhã.
A Menina está extremamente chateada por perder uma das duas horas de almoço para ir ter de aturar uma psicologa.
Devia estar agradecida por só ter de ir à psicóloga.
A verdade é que há discriminação nas escolas e eu não fui julgada como os "meninos burros".
Não fui suspensa, como os outros todos, não tive de fazer trabalhos, nada. Tive somente de ir à psicóloga.
E muito mal agradecida pela benesse, bati à porta.
A psicóloga que me abriu a porta era uma moça nova, normalíssima. Tão, mas tão normal que a única coisa que me lembro dela é que tinha cabelo castanho e era magra.
Desejou-me os bons dias, mandou-me sentar, disse-me que naquele dia só ia falar comigo.
Eu só disse "Ok." quando na realidade estava a roer-me por dentro para não disparar um "Mas o que é que eu tenho para falar contigo? Quero ir para casa oh!".
Mas pronto, lá fiquei, sentada e resignada a responder a um monte de perguntas que não me dizia coisa nenhuma, durante uma hora, até que ela me dispensou.
Voltei a lá ir. Ia todas as Quarta-Feiras à mesma hora. Deixou de me aborrecer tanto lá ir.
Ia para lá fazer uma carrada de testes lógicos que só mais tarde me apercebi fazerem parte de um teste de Q.I.
Eu achava aquilo divertido, era um passatempo, era mais interessante que as aulas e puxava mais por mim.
Até que um dia a psicóloga me disse "Não tens de vir mais. Eu vou falar com a tua mãe e com a tua D.T. para cá virem falar comigo um dia destes."
Eu não voltei e elas foram lá.
E no dia em que a minha mãe foi lá, quando chegou a casa disse-me duas coisas:
"Mas que raios é que eu te fiz de mal, para eu ser a motivação para toda a porcaria que tu fazes de mal?"
E passado um bocado quando estava mais calma, veio ter comigo toda aflita.
"Oh filha, toma cuidado. Tens noção que os maiores criminosos são todos muito inteligentes? Vê lá o que fazes, filha."
E eu fiquei ali, impávida e serena, com cara de parva a olhar para ela.
Que mais é que ela queria que eu lhe dissesse?
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Desabafo Idiota
Hora e Dia da Mensagem: Mensagem de Fora do Duche
É incrível quando temos uma mãe que nos liga mais quando estamos online no facebook do que quando estamos ao lado dela.
Bolha de Ideias:
Bolhinha Do Fundo Do Coração,
Estórias De Uma Vida,
Lavagens Da Alma,
Mensagem De Fora Da Casa De Banho,
Pérola Fora Da Ostra
Processos Reflectivos Acerca Da Psicologia - Parte I
Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho
Ou "Titulo Extremamente Pomposo Para Post Inspirado Pela Mary Jane E Mais Uma Estória De Vida".
Eu com 12 anos de idade era uma moça extremamente rebelde. Ou revoltada.
Caracterizaram-me com os dois objectivos e eu não gostava de nenhum deles.
Também era uma moça que diziam ser bastante inteligente. Também não achei piada a esse exercício de adjectivação.
Acima de tudo, eu era uma rapariguinha na idade do armário, que começava a revelar alguns aspectos da sua personalidade - mais, mas não totalmente - adulta.
Não gostava de dar satisfações a ninguém, fazia o que bem quisesse e me apetecesse, tinha uma noção de certo e errado diferente do convencional - coisa que permanece inalterada.
E estava no meu 6º ano de escolaridade. Mesma turma, mesma directora de turma.
Tinha sido uma menina bonita no ano anterior, daí ter sido eleita delegada de turma. O cargo durou 3 semanas.
Eu achava aquele 6º ano demasiado fácil e enfadonho, pelo que achei que era bem mais divertido passar os 90 minutos das aulas na brincadeira e a fazer disparates. E a forçar idas para a rua, que mesmo com chuva, os dias eram mais bonitos lá fora.
Eu devia parecer um caso clínico para a minha D.T.
Numa só face conseguia ser a cara e a coroa - a melhor aluna a nível de resultados, a pior a nível de comportamento. Com uma agravante. Levava toda a gente atrás de mim.
Até que um dia decidi partir a loiça toda. Ou melhor, a janela da sala de aula. Ao pontapé.
Tudo porque era uma aula de teste, as únicas em que eu tinha algum interesse em permanecer sentadinha no meu cantinho.
Infelizmente, o teste era só nos últimos 45 minutos. O que quer dizer que me aborreci nos primeiros 45.
E um colega meu decidiu vir meter-se comigo. Não gostei da brincadeira, retaliei.
Ele, que era uns bons 20cm mais alto que eu, tentou bater-me.
Eu, que não sou de me ficar, peguei na cadeira e dei-lhe com ela na cabeça.
E eu fui para a rua. SOZINHA!!
Não fui eu que comecei e só eu é que vinha para a rua?!!!
E puff!... Fez-se o chocapic. Dei um pontapé na janela, fez-se o vidro em cacos.
Reunião de conselho de turma, a Menina vai para a psicóloga contrariada.
E o resto conto depois.
P.S.: Apareci no teste a 5 minutos de fim, consegui acaba-lo antes do tempo e com 98%. Na altura senti-me boa. Mas era de Inglês.
Ou "Titulo Extremamente Pomposo Para Post Inspirado Pela Mary Jane E Mais Uma Estória De Vida".
Eu com 12 anos de idade era uma moça extremamente rebelde. Ou revoltada.
Caracterizaram-me com os dois objectivos e eu não gostava de nenhum deles.
Também era uma moça que diziam ser bastante inteligente. Também não achei piada a esse exercício de adjectivação.
Acima de tudo, eu era uma rapariguinha na idade do armário, que começava a revelar alguns aspectos da sua personalidade - mais, mas não totalmente - adulta.
Não gostava de dar satisfações a ninguém, fazia o que bem quisesse e me apetecesse, tinha uma noção de certo e errado diferente do convencional - coisa que permanece inalterada.
E estava no meu 6º ano de escolaridade. Mesma turma, mesma directora de turma.
Tinha sido uma menina bonita no ano anterior, daí ter sido eleita delegada de turma. O cargo durou 3 semanas.
Eu achava aquele 6º ano demasiado fácil e enfadonho, pelo que achei que era bem mais divertido passar os 90 minutos das aulas na brincadeira e a fazer disparates. E a forçar idas para a rua, que mesmo com chuva, os dias eram mais bonitos lá fora.
Eu devia parecer um caso clínico para a minha D.T.
Numa só face conseguia ser a cara e a coroa - a melhor aluna a nível de resultados, a pior a nível de comportamento. Com uma agravante. Levava toda a gente atrás de mim.
Até que um dia decidi partir a loiça toda. Ou melhor, a janela da sala de aula. Ao pontapé.
Tudo porque era uma aula de teste, as únicas em que eu tinha algum interesse em permanecer sentadinha no meu cantinho.
Infelizmente, o teste era só nos últimos 45 minutos. O que quer dizer que me aborreci nos primeiros 45.
E um colega meu decidiu vir meter-se comigo. Não gostei da brincadeira, retaliei.
Ele, que era uns bons 20cm mais alto que eu, tentou bater-me.
Eu, que não sou de me ficar, peguei na cadeira e dei-lhe com ela na cabeça.
E eu fui para a rua. SOZINHA!!
Não fui eu que comecei e só eu é que vinha para a rua?!!!
E puff!... Fez-se o chocapic. Dei um pontapé na janela, fez-se o vidro em cacos.
Reunião de conselho de turma, a Menina vai para a psicóloga contrariada.
E o resto conto depois.
P.S.: Apareci no teste a 5 minutos de fim, consegui acaba-lo antes do tempo e com 98%. Na altura senti-me boa. Mas era de Inglês.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
À Janela
Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho
Hoje acordei à janela. A ver a vida lá fora a passar. À espera de ver quem eu quero na minha vida a passar.
Gosto de estar à janela a ver a vida a passar.
Não gosto de ser como as velhas, que controlam a vida das vizinhas em busca de um tema de conversa, de um novo mistério, de uma nova intriga, de uma nova coisa qualquer que lhes agite a vida.
Gosto de ver as mesmas árvores, a dançar com o vento ou a ressecar com o calor.
Gosto de ver os mesmos pássaros, as mesmas borboletas. Até os mesmos comboios que passam por aqui, todos os dias, todos os anos.
Gosto de ver a vida lá fora, que me faz reflectir. E redescobrir a vida em mim.
Palpita-me o coração e volto a sair de casa com o mesmo ritmo com que o meu sangue se passeia no meu corpo.
E sou feliz assim. Com as coisinhas pequeninas.
Com as borboletas que insistem em pousar na minha perna ou no braço.
E com as borboletas que moram dentro de mim.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Coisas
Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho
Há coisas que nos arrasam.
Como dormir pouquíssimas horas muitos dias seguidos.
E acordar cedo e ir para Lisboa.
E passar o resto do dia na piscina de molho.
E chegar a casa e cair para o lado e somente levantar-me por uma má noticia e um buraquinho no estômago que começa a tomar as proporções de um buraco negro.
Não me apetece tomar banho.
Não sei o que é que as piscinas me fazem, que me afastam sempre do chuveiro quando mergulho nelas.
Devem ser ciumentas e querem-me só para elas.
Bolha de Ideias:
Bolhinha Do Fundo Do Coração,
Bolhinha Tótó,
Ideias Próprias,
Lavagens Da Alma,
Mensagem De Fora Da Casa De Banho,
Pérola Fora Da Ostra
sexta-feira, 23 de julho de 2010
E Puff!... Fez-se O Chocapic!
Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho
E agora apareço eu aqui a rir-me das minhas desgraças.
Pensavam que tinha falhado o banho, não era? Nem pensar, até tive 10 minutos a combater a tinta que se alapou ao meu rabo e pernas porque, brilhante como sempre, achei que não valia a pena sujar umas calças no mui nobre acto de pintar as portas e os rodapés do meu quarto.
Não.
Na verdade houve mesmo um puff!... e não se fez o Chocapic, por incrível que pareça. Morreu o computador.
E agora apareço eu aqui a rir-me das minhas desgraças.
Pensavam que tinha falhado o banho, não era? Nem pensar, até tive 10 minutos a combater a tinta que se alapou ao meu rabo e pernas porque, brilhante como sempre, achei que não valia a pena sujar umas calças no mui nobre acto de pintar as portas e os rodapés do meu quarto.
Não.
Na verdade houve mesmo um puff!... e não se fez o Chocapic, por incrível que pareça. Morreu o computador.
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