A Menina do Chuveiro está...

A Menina do Chuveiro informa...

Que aos poucos isto acorda :)
[20h35 - 04.11.2010]

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Let it snow, let it snow, let it snow...

Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho

E cai a neve na cidade neve!
(E a Menina finalmente revela que está a estudar na UBI - Universidade da Beira Interior, na bela cidade da Covilhã).

E o melhor?
A neve cai e as frequências são adiadas!

O frio é tão bom!

domingo, 28 de novembro de 2010

Quem disse que os cantos escuros têm de ser frios?

Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho

Por mais que acreditemos que ninguém nos aprecia, há sempre alguém algures num cantinho escurinho e escondidinho a olhar para nós e a dar-nos o valor que não sabemos ter.

E eu acabei de descobrir isso enquanto escritora.
Não acho que escreva bem. Mas há quem ache que sim.

E eu penso o quanto não seria melhor voltar a dedicar-me à escrita em vez de me dedicar aos apontamentos de História de Arte.

Mas entre o querer e não poder de um e o dever e não querer de outro, nada se faz.
E consola-se o frio com uma pêra assada.

Amanhã vou voltar a escrever.
E se calhar vai nevar lá fora.

E na noite escura vai lá estar alguém a espreitar pela minha janela, embevecido  pela romantismo da situação. Pelo menos metaforicamente.

Queixinhas!

Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho

Adoro ver e ouvir um monte de gente a queixar-se do frio.
Principalmente os meus amigos e familiares que andam entre Sintra e a Margem Sul.

E fico comovida e tenho vontade de os consolar.

"Calma meus amores.
Esta semana prevêem neve para onde eu moro. Onde acham que está mais frio?!"

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Há dias assim

Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho

Acorda-se doente e não se sai de casa.

Também não se estuda. Nem se adianta trabalhos.


O que é que se faz?

Passa-se o dia entre isto e chocolates. Ninguém se cura com obrigações.

Nota: Para quem gosta de raciocinar é bastante interessante.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Pensamentos de uma Benfiquista que Ligou a Tv na Sic

Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho

Eu não sei se o Porto jogou bem no resto do jogo.

Mas para quem liga a televisão aos 65 minutos de jogo, só tenho a dizer que o F.C.P. está com uma sorte danada.

Que joguem assim no Domingo, mas sem o banho de sorte. A Benfiquista agradece.

Última hora: Pronto, agora esta coisa de golo/não golo vem deitar abaixo a minha opinião. Mas que joguem assim à mesma. Podem ganhar na Europa, mas não podem ganhar ao Benfica.

E porque o facebook me persegue

Hora e Dia do Duche: Mensagem de fora da casa de banho

Este é o vídeo do dia.



Os portugueses não são tão fofinhos?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

The Awakening

Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho

Praxes: The End

Vida Própria: The Beginning Part II

Muita coisa para contar, muita coisa para redescobrir, muito cantinho para visitar.
Vou tentar ganhar ritmo outra vez nos próximos dias.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Desolos e Relógios em Falta

Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho

Não tenho tempo para me coçar.
Para me pentear como deve ser.
Para comer decentemente.
Para tomar um banho confortante.

Sou caloira.
E prometo que actualizo no fim de semana.

domingo, 12 de setembro de 2010

Narrativa Ainda Sem Titulo #4

Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho

Foi por não querer ser uma senhora que bati com a porta.

Sentia-me asfixiada pelo mundo rosa choque, verde alface, vermelho e branco que era aquilo a que eu chamava de casa.
Rodeada por cores berrantes, senhoras berrantes, tudo berrava e me sufocava a ponto de querer fugir ou não inspirar mais.
 Cada parede, espelho, candeeiro e tapete forçava-se perante a minha vista, numa falsa ostentação de luxo e modernidade.

Não nos falávamos.
Eu só não era invisível porque não era capaz de me fundir naquele ambiente.
Porque a saia era comprida demais, porque a camisa era branca demais, porque o casaco é do ano passado, porque não havia base nem cores garridas, nem pulseirinhas, vernizes, flores no cabelo ou sombra nos olhos.

Não nos falávamos.
Porque dava demasiado trabalho, ao fim de tantos anos, incomodar-se com o meu aspecto.
Porque o que ouvia não era coisa de uma menina decente.
Porque eram muito mais decentes os mexericos com as amigas ao telemóvel, que parecia estar sempre a tocar entre chamadas e sms.

Bati com a porta.
Da vivência apenas guardei o multibanco.
Caminhei, entre ruas e avenidas, estradas e caminhos até encontrar o mar.

Somente uma mala às costas com uma muda de roupa.
Somente a vontade de descobrir um mundo que seja meu, que mexa comigo, que me faça viver.
Somente a crença de que me posso adaptar algures sem ter de mudar algo em mim.

Passaram meses.
E continua a surgir dinheiro na conta, como se eu considerasse voltar amanhã.
Não sei sequer se deu pela minha ausência.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Narrativa Ainda Sem Titulo #3

Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho

Acompanhei um copo de leite com um qualquer bolo que ele escolheu  para mim.
Não tinha fome.

Não lhe falei. Não conhece a minha voz.
Perguntou-me se tinha fome, não respondi. Simplesmente tirei-lhe o livro da mão. E abri-o.
Tomou o meu gesto como uma resposta afirmativa. Pegou-me pela mão.
Estou sentada numa esplanada.

Por vezes falou, divagou, procurou conhecer-me.
Calou-se e ficou a ver-me comer. E a ler.
Não o ouvi, não queria ouvir o que dizia, não queria ir atrás das palavras dele.

Senti o olhar dele sobre mim, enquanto o meu repousava sobre as páginas do livro aberto.
Senti-o toldar-se, apercebi-me do momento em que a curiosidade dava lugar a algo mais.
Senti-lhe o faro de caçador, senti-me novamente o naco de carne que se faz apetitoso para se dar a provar.

E simplesmente continuei a ler.
Fiz-me vitima da escrita de um qualquer autor de média qualidade que satiriza as caçadas de um homem com fome. Era suposto rir-me com as falhas de um caçador sem caçadeira que busca uma presa fora do alcance.
Aquela é uma senhora livre, sem repressões, capaz de despertar a gula a um macho sem força, fome e paladar. Uma farsa. Senhoras sem repressões são meninas de ruas. E alguma que não seja, será incapaz de matar a fome até a um pobre esfomeado.

- Isso não é um livro para senhoras.

- Porque haveria eu de ser uma senhora?

domingo, 5 de setembro de 2010

Quando A Saudade Aperta

Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho



E na tua falta, mais do que ouvir uma letra, apetece-me escrever-te uma.
Nunca mais vens.

sábado, 4 de setembro de 2010

Narrativa Ainda Sem Titulo #2

Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho

Cheguei há dias. De noite.
Planeio todas as minhas viagens para chegar à noite. É a única coisa que realmente me importa.
Não interessa para onde vou, se para norte, se para sul, se caminho em direcção ao Sol ou de costas viradas para ele.
Quando viajo, só me preocupam duas coisas. Encontrar o desconhecido e chegar à noite.

A noite estava quente.
Caminhei durante horas, à beira da estrada, com ervas secas a estalar sob o peso do meu corpo.
Por não estar frio, não senti a necessidade de parar logo. Fui andando sob as estrelas e o cantar da natureza típico dos campos.

A noite ia longa.
Tinha acabado de chegar a uma cidadezinha entre aldeias. E deitei-me num banco de jardim.
Pousei a cabeça sobre a mochila que carrego comigo. Tudo o que é meu, caminha comigo. E não é muito.
Contemplei o céu. Fiz desenhos com as estrelas, pintei com elas o meu imaginário. Fi-las fundirem-se aos meus sonhos. E adormeci, ali, no banco de jardim.

O sol raiava, o céu estava pintado de azul e cor-de-rosa.
E ele estava ali, sentado aos meus pés, divertido com um livro na mão. Chamou-me a atenção com os bons-dias.

Não respondi. Mirei novamente o céu.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Narrativa Ainda Sem Titulo #1

Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho

Não sou de lado nenhum.

Nunca me sinto em casa, encaro cada passo que dou como mais uma viagem.
A cama, a almofada, os lençóis são provisórios. Também a morada o é.
Serão somente meus enquanto lhes apreciar o cheiro, o detalhe no vinco, a curvatura engraçada na árvore que avisto pela janela do quarto.

Também eu me sinto provisória.
Um naco de carne que quer ser mais que o consolo de um esfomeado. Que se guarda, mas que não resiste a dar-se a uma trinca por parte do guloso que, mais que pela fome, a prova pelo prazer.
Um naco de carne que gosta de ser desejado, mas que só se deixa consumir por quem disso sabe desfrutar.
E um naco de carne que nunca se entrega na totalidade, em detrimento da conservação de uma existência própria.

Sei que é hora de ir embora quando não há mais novidade.
Quando o cheiro não me fascinar mais, quando a árvore se tornar banal aos meus olhos, quando o corpo que dormita sobre os lençóis deixar de sentir a gula e simplesmente voltar a ter fome.

Sou descrente da humanidade.
Os homens são todos iguais, as mulheres são todas iguais. As vontades são todas iguais. E reprimidas.
Salvam-se as crianças enquanto a educação dos adultos não lhes toldar os ideais.

Fascinam-me as crianças.
Fascina-me o riso fácil e o choro fácil, os olhinhos brilhantes com segundas intenções por trás, as manhas para alcançar o que querem, as mentirinhas para saírem impunes.
Fascinam-me as crianças e a felicidade que as toma enquanto os grandes não lhes deitam a mão.
Fascinam-me as crianças que ainda são suficientemente puras para não terem uma moralidade de certo ou errado, que simplesmente se regem pelo gosto e não gosto, pelo quero e não quero.

Desprezo tudo o resto na nossa raça.
Não gosto das mulheres que me puxam, que me tentam tornar aceitável, correcta, respeitável, num clone reprimido dos seres reprimidos que são, entre a aparência dos vestidos e os sonhos esquecidos, as vontades que ignoram em detrimento da rotina de uma senhora.
Não gosto dos homens que me olham, que me estranham e vêm alimento em mim, que investem com a segurança de um caçador quando facilmente se podem tornar a presa. Os homens que acreditam enganar a mulher com quem se passeiam pelas ruas, mulher essa que sabe, mas ignora.

Não gosto particularmente dos homens que se arriscam com gosto.
Aqueles que fazem com que a caça pareça boa. Tão boa, que por momentos acredito que quero ser caçada.
Não gosto dos homens por quem me deixo agarrar, não gosto dos homens a quem permito que me envolvam nos seus braços, não gosto dos homens que me olham e me fazem ceder a mais um toque, um roçar de corpos, uma trinca.

E novamente me sinto um naco de carne.
Não gosto dos homens que me fazem sentir como um naco de carne.

Ok, Dou O Braço A Torcer

Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho

Eu publico. Mais tarde.

Antes disso, aviso que os meus personagens nunca têm nome e que a narrativa é sempre escrita na primeira pessoa, sem que essa pessoa seja necessariamente eu. É um personagem narrador.

E a minha escrita é esquisita.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Sabem O Que É Uma Dúvida Existencial?

Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho

Uma dúvida existencial é ter-me despertado a veia de escritora, ter escrito e não saber se devo publicar.

Ainda por cima um to be continued...

Traição - Questão #2

Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho

Quando há uma traição, existem sempre três pessoas na relação - O traidor, o traído e o outro.

A verdade é que nenhuma desta posições é fácil quando a farsa se desmorona.

E daí vem a questão da nova sondagem.

Qual destas posições será a mais difícil?

Traição - O Que É Que Eu Faria Se Me Apercebesse Que O Meu Namorado Estava Prestes A Trair-me

Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho

Foram 24 as pessoas que se arriscaram a meter-se no meu lugar, na minha cabecinha e tentar desvendar qual seria o meu seguinte passo ao aperceber-me que o meu menino estava a um passo de me trair, tal como falei aqui.

E...

4% de vocês acredita que eu fingiria que não via e simplesmente ignorava.

Acho que isto só pode ser feito por quem tem uma auto-estima ou demasiado alta ou demasiado baixa.

Passo a explicar. Por um lado só alguém com muita confiança em si mesma e no seu companheiro ignorava e acreditava que tem o suficiente para que ele permanecesse ali com ela, sem que tivesse de fazer nada.
Por outro, alguém que acredite que não consegue arranjar outra pessoa e que tenha medo demais de ficar só, sujeitaria-se a todas as humilhações possíveis só para não perder o namorado.

Espero que quem tenha escolhido esta opção me tenha tomado como uma moça cheia de auto-estima, que eu não sou de todo de andar por aí aos caídos.
Infelizmente não sou de ferro e, por muito que confie no meu menino, não deixaria de sentir alguma insegurança, o que anula esta opção para mim.

Por outro lado, 8% de vocês acham que eu perderia a cabeça de todo e acabaria com ele na hora.

A coisa de ser levada pelas emoções e de ferver em pouca água realmente combina comigo. É a minha cara, ficar completamente fora de mim por qualquer coisinha que me incomode.

Felizmente, eu só sou assim com as coisinhas pequenas.
Com a caneta que me tiraram sem pedir autorização, com o virem tirar comida do meu prato, com os erros de ortografia parvos, com retóricas vazias e coisas semelhantes.

Quando o assunto é sério, uma luzinha de S.O.S. acende-se em mim e eu controlo-me. E não faço escândalos. E de certeza que não deixaria o meu namorado sem sequer lhe dar uma oportunidade para se explicar.

Passando ao lado racional da coisa, 50% de vocês acha que eu falaria com ele directamente e pondo-lhe a hipótese de terminar a relação.

Esta é realmente a atitude mais racional que podia ter e que me parece ser de melhor senso. E parece que metade dos que por aqui se passeiam acham que eu sou uma rapariga com as ideias no lugar.

Apesar de  ter algum controlo emocional quando o assunto é sério, o coração ainda fala mais alto e eu sou demasiado emotiva para agir assim e aguentar-me numa conversa séria que poderia ditar o nosso fim. Dou demasiado de mim para ser eu a sugerir o fim de uma relação que não queria terminar.

Surge então a opção de o controlar como quem não quer a coisa, opção que 12% de vocês acredita que eu tomaria.

É a típica opção de quem tenta controlar-se, mas vai atrás do que sente.
De quem não quer arriscar falar em problemas sem antes confirmar que eles existem.

E encaixa-se no meu perfil de menina que quer ser esperta, mas que acaba por fazer o que o coração lhe manda.

Realmente seria a opção que eu tomaria, se não fosse contra um dos meus maiores pressupostos - respeitar a privacidade dos outros.

Nunca gostei de ser controlada, não o iria fazer à pessoa que amo.
Por muito que me sentisse tentada, sei que é uma tentação à qual resistiria. Sou demasiado orgulhosa para largar assim as minhas crenças.

Resta então a opção que 25% de vocês escolheram - puxava o assunto de forma banal para o testar.

Porque é que eu o faria?

Bom, depois de se perceber que eu me controlava minimamente, mas que não seria capaz de o ignorar, falar acerca do assunto ia tornar-se imperativo para mim.

Mas a verdade é que eu não gosto muito de falar directamente acerca das coisas que me assustam, a maneira que encontro mais vezes de as trazer à tona é com brincadeiras. E provavelmente seria assim que eu abordaria a coisa.

De resto, fazia aquilo que sempre fui boa a fazer - interpretar a reacção das pessoas.

Aí encontraria a minha resposta.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

E Porque Eu Hoje Me Sinto Completamente Fútil E Rosa Choque

Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho

E isto continua a não ser um blogue de imagens, simplesmente o sono toldou-me o juízo e trouxe ao de cima a parte de mim que só usa 1% das capacidades cognitivas.

















Esta é a reprodução de um senhor que vi na rua hoje de manhã.
Não o reproduzi para gozar, enxovalhar, achincalhar, nada do género.
Simplesmente achei o senhor tão mas tão caricato que não resisti.

E porque é que não resisti? Porque:

a) A expressão no rosto intrigou-me. A força da gravidade é má connosco, já se sabe, mas no caso deste senhor foi de uma crueldade extrema. A idade marcou-lhe o rosto com aquele ar de "não me olhes que te dou um excerto de porrada" que não sai nem por nada. A dada altura o senhor sorriu. E o sorriso dele fez-me lembrar um smile que se usa, muitas vezes nem sei com que significado. Finalmente compreendi que é o sorriso daquele senhor :|

b) A camisa chama logo à atenção. Homem valente aquele, usa a camisinha aberta até quase ao fim do peito como se fosse um moço - com muito azeite - nos seus vinte e poucos anos. Assim é que deviam ser todos. "Quero lá saber se a idade me chama, eu visto-me como quiser!"

c) E como o senhor se veste como quer, toca a prender as calças no fundo do peito, com um cintozito catita. Que isto das modas das jovens também pode ser aplicado a ele. Ora essa, se elas podem meter o cinto ali, porque é que ele não havia de poder? Faz-se o dois-em-um. O cinto prende a calça e ainda deixa o senhor na moda.

d) E é claro. Infelizmente a idade não escapa. E como a qualquer idoso, a tentação de usar umas sandálias com buracos e a meia cinzentinha por baixo foi demais para que o senhor conseguisse resistir. É assim a vida, é assim. Também de que vale ter vivido se não cedermos a nenhuma das nossas tentações?

E a verdade é esta minha gente.
Este senhor, nos seus muitos anos, conseguiu prender-me a atenção como muito poucos da minha idade o conseguem.

A diferença é que cativa, meus amores.
Nunca me viram abrir excepção às minhas crenças por alguém igual a todos.

Eh Lagarto!

Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho

Eu hoje vi uma lagartixa no meu quarto.

Só daí adveio um misto de sentimentos que mostra logo a confusão que eu sou.

Não queria matar o bicho. Não queria o bicho no meu quarto.
Queria atira-lo pela janela fora.

Mas eu?!! Tocar naquilo?! E se me dá alergias?!!
[E fique claro que qualquer bicho com formato semelhante aquele me faz lembrar osgas e eu tenho um pavor irracional a osgas e não toco em repteis assim, ponto final. Só gosto de iguanas.]

Ainda tentei ir pegar na bicha com um papel. Mas a estúpida não queria subir.

Plano B.
Vou mete-la fora de casa.

E como é que eu a apanhei, como?

Tupperware para cima dela, toma não sais mais daí!

E lá fui a arrastar a lagartixa na caixinha em direcção à porta de casa.

Mas a meio caminho levantei um bocadinho do tupperware e ficou-se da parte de fora um bocado do rabo do bicho.

E eu em pânico a ver aquilo a mexer-se durante dois minutos com a lagartixa já a um metro do seu pedaço de cauda.

E mexia-se! E não parava! E se aquilo me ataca?!

Finalmente lá perdeu a vida o rabo da bicha e eu continuei a encaminha-la em direcção à rua. Atirei-a pelas escadas abaixo.

E adivinhem lá quem é que me veio cumprimentar mais tarde quando abri a porta do prédio, de regresso a casa?

Muito querida a lagartixa sem meio rabo. Poupo-lhe a vida, dá-me as boas vindas.

Aprendam seres humanos, aprendam!

Mal sabe a pobre coitada que só não a meti na rua porque a tempestade lá fora está feia.

domingo, 29 de agosto de 2010

Da Estupidez Humana

Hora e Dia do Duche: Mensagem de Fora da Casa de Banho

Não gosto de gente que passa a vida a espetar a sua inteligência na cara das pessoas.
Que fazem de propósito para empregar o vocabulário mais rocambolesco que conhecem, para transformar todas as conversas num debate filosófico que se torna aborrecido para o cidadão comum que gosta é de futebol e novelas, das minis e das imperiais, das gajas boas e da Maria.

Mas se há coisa que ainda me irrita mais do que gente que não sabe partilhar o seu intelecto só com quem está interessado, é gente que se faz de inteligente quando só tem teias de aranha armadas dentro do crânio.

Gente que decora um poema para dar ares de sua graça, quando nem sequer entende o que ali está explicito. Gente que se diz admiradora deste ou daquele escritor de alto gabarito e que, quando se lhe faz uma pergunta acerca da obra desse mesmo escritor, diz que não se lembra ou que não sabe ou inventa uma desculpa esfarrapada qualquer.

Nutro mesmo um desprezo profundo pelo estilo de pessoa que se quer mostrar ao nível de um dos grandes pensadores filosóficos, de um Nobel da paz ou da literatura e que, ao fim de um dia de trabalho, chega a casa, liga a TVI e papa as novelas todas como se fosse o programa de maior qualidade ou vai para o tasco da esquina armar-se aos cucos com o homem da rua de cima.

Minha gente, eu não gosto de novelas, mas não sou uma intelectual por não gostar.
E a mim ninguém me tira o prazer de passar uma hora e meia a ver 22 gajos a correr atrás de uma bola acompanhada por uma, duas, três, quatro ou cinco cervejas.

Não achei piada nenhuma ao Saramago, mas sei que quem achou, nunca na vida compararia a qualidade de um Nobel da literatura ao guião da novela Sentimentos, à qual também não vejo charme de qualquer tipo.

Mas por favor, não me venham falar de grandes escritores e grandes obras e grandes feitos, quando a vossa leitura anual se resume à Maria e TV7Dias.
Duvido que tenham sequer contornado o problema da falta de travessão quando a Blimunda vai falar ao Sete Sois.

Eu sou uma pessoa de gostos medianos.
Não sou estúpida, mas também não  me cultivo muito culturalmente.
E simplesmente odeio que me atirem areia para os olhos. Sei perfeitamente distinguir um licenciado de um aldrabão que se diz licenciado quando tem o 6º ano e um curso de filosofia vinícola tirada na tasquinha do bairro, entre as 21h30 e a hora do fecho.